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Pink, a encrenca predileta!!!

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Não deixem de ler a história emocionante da encrenqueira Pink contada por Raila, uma amiga e voluntária de longa data do Projeto Castração Solidária.

<===Obrigada Raila por dividir esses momentos tão únicos com todos nós!

Pink você é DEMAIS. Você representa a força do projeto e tudo aquilo que acreditamos…superação!

Pink, a encrenca predileta!!!

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“Ela é minha encrenca predileta.Eu acredito que tem coisas que estão escritas nas estrelas e nem adianta desviar a rota porque no fim é tudo uma questão de energia e todo e qualquer esforço será inútil.

A Pink não foi o primeiro animal de rua que eu resgatei, mas foi o único que me mordeu assim que nos conhecemos e mais outras 485 vezes, durante 5 meses seguidos religiosamente.

A Pink me fazia de gato e sapato. Eu dependia dos meus irmãos até  para por coleira nela.Quando chegava visita, ela fazia xixi no pé da visita e latia feito uma psicopata! Comer ração nem pensar. Outro cachorro no mesmo espaço que o dela? Nem por decreto lei!!! Era um escândalo atrás do outro. Eu teria ficado rica, se tivesse matriculado ela numa escola de arte dramática.
E porque ela continua aqui? Eu amo a Pink!!! Do fundo do meu coração nunca pensei em me livrar dela. Tentei algumas vezes, porque a família me pressionava, mas sabia que era inútil ! Quem em sã consciência teria tamanha paciência para aguentar uma cachorra tão psicótica, sem nunca ter levantado a voz?
A verdade, é que tem coisa que a gente só faz por amor … por isto que não entendo, quando as pessoas me procuram dizendo que querem devolver o cachorro porque ele faz bagunça, porque ele come muito, porque ele pula … ou sei lá o que.
E não pensem que eu não tinha para quem devolver a Pink, porque teoricamente a Pink só veio parar aqui para se recuperar da castração. Até então, ela era uma cachorra comunitária que tinhas 4 madrinhas, comida para dar e vender, abrigo, proteção e crianças. A Pink sempre amou crianças e sempre deixou que as crianças fizessem o que bem quisessem com ela, isto sem falar que ela era super feliz com sua vida de adolescente pelo bairro, comendo resto de lanche e comida feita em casa.
Mas é o que eu falo, semelhante atrai semelhante há milhas de distância. Eu procurava uma cachorra para fazer companhia para a Dara e ela estava na esquina fazendo ronda, junto com o guarda da rua. Se achando a LEI em forma de gente!!!
Aliás  a auto estima da Pink é admirável. A bicha nasceu na rua, sofreu maus tratos, teve o cóccix  quebrado,  foi salva de um envenenamento mas chegou aqui bancando a POP STAR com a sua lista básica de exigências e cobrando cache até  para respirar.
Tudo da Pink é caro! A ração dela é cara. Banho só no pet shop caso contrário, ela evoca aquele ser que o psicologo dela aposentou. ( Sim ela teve psicologo!!!)  Sua coleira é especial para cachorro que tem bico de papagaio e ela cobra cache para andar na rua e somente na rua. Parque, grama, terra nem pensarrrr … ela odeia lugares abertos. Sua medicação tem que ser manipulada em forma de bifinho caso contrário só injetável, ou ela não toma e para o meu desespero, sua comida predileta é Tender! E graças a Pink,conheci várias especialidades diferentes de veterinário, algumas terapias alternativas e certamente a melhor maneira de ficar sem dinheiro no fim do mês.
Um dos veterinários dela, diz que a Pink é voluntariosa e que já estava mais do que na hora dela fazer as coisas sem precisar de recompensa. Honestamente? No começo, quando ela foi adestrada era importante bater no peito e falar: – Pink eu sou a dona do circo!!! Ela tinha que saber que querendo ou não ela tinha que me respeitar como autoridade. Mas hoje em dia, eu ja consigo por coleira nela sozinha hahahah e recompenso quase tudo que ela faz.
Se ela pedir para subir escada eu recompenso, se ela vier pedir bifinho eu recompenso, se ela fizer festa quando chego também recompenso!!!
Passei 7 anos lutando contra artrose, obesidade,dermatites, dores na coluna, problemas no figado, tumores e Sindrome de Cushing. Eu tentava manter a calma, a cada novidade mas cada hora era uma coisa e um terrorismo diferente. Ou ela teria que fazer alguma coisa nova, ou deixaria de fazer… e advinha o que aconteceu? A cachorra ficou apática e deprimida, so queria saber de dormir !!!
Até que num banho de rotina, soube que ela tinha câncer de mama e eu surteiiiiiiiiiii de vez.
Não conseguia entender como aquilo estava acontecendo de novo na minha vida, se a cachorra havia sido castrada no primeiro cio. Fomos em 455 veterinários,a Pink odeia andar de carro e todas as viagens até a esquina são tão tranquilas, que na volta eu basicamente mando higienizar o carro.
Todos os veterinários eram unanimes: ela deveria fazer cirurgia. Poucos vão entender a minha recusa em fazer a dita da cirurgia, principalmente porque ela havia feito uma cirurgia no olho 3 meses antes. Mas a verdade é que eu não queria ver a cachorra morrendo na quimioterapia. Ser humano morre na quimioterapia, porque a Pink não morreria? A última coisa que eu queria na vida, seria passar os últimos dias de vida da Pink me sentindo escrava da indústria  farmacêutica e me iludindo cada vez mais com a cura do câncer.
Depois de 4 meses, achei a Dra. Maru que cuida da Pink com homeopatia. Todo mês levo a Pink num grupo espirita para tomar um passe. O nome dela esta em todos os grupos de orações que conheço. Toda semana ascendo vela para o anjo da guarda da Pink e toda noite antes de dormir  sussurro no seu ouvido: “- Boa noite, eu te agradeço por mais este dia.”
Vez ou outra aparece “alguém do alem”  falando que eu deveria trabalhar a despedida da cachorra, que ela já cumpriu a missão dela no planeta, que ela ainda não se desligou porque eu não paro de rezar e ascender velas. É um saco! Mas recentemente a Pink declarou: “- que a vida aqui  é mara, que no céu não tem bifinho e que ela vai me ajudar a pagar todos os pecados cuidando da sua saúde e do seu humor sofisticado.”20170420_143701

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