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Resgatar é Preciso

Farofa e Tchubs perfil

Dicionário Online da Lígua Portuguesa

Res.ga.tar (verbo trans. direto): salvar, libertar, recuperar

Você, provavelmente, conhece ou já ouviu falar de alguém que resgatou um gato, um cão, um passarinho ou algum outro bichinho de uma situação de perigo ou abandono.

Aline Durigan é uma dessas pessoas que, se vê um gato em situação arriscada, já quer pegar.

Mas o amor não é só por gatos, todos os bichos cabem no coração dessa radialista de 33 anos, nascida em Três Lagoas – MS.

Aline, Tchubs (preta) e Farofa

Aline, Tchubs (preta) e Farofa

A equipe da Castração Solidária conversou com ela para saber como isso começou.

CS: Quantos anos você tinha quando fez seu primeiro resgate?

Aline: Faz tanto tempo que eu fiz meu primeiro resgaste que eu já nem me lembro ao certo que idade eu tinha, mas era criança, provavelmente uns 7 anos.

CS: Que animal era?

Aline: Lembro que era uma cadelinha muito magra e assustada, provavelmente havia sido muito maltratada. Levou um tempo até que a Laika (nome que demos para ela) perdesse o medo e confiasse totalmente em mim e na minha mãe. Ela viveu com a gente quase 15 anos, sendo muito feliz e amada.

CS: E depois disso, continuou resgatando?

Aline: Um pouco depois que ela chegou, peguei um cachorro raquítico e muito sarnento da rua também. Cuidamos muito bem dele, que se tornou um cachorrão lindo, mas infelizmente um homem poderoso da cidade o matou com um tiro, pois ele tentou cruzar com a cachorra do homem. Depois peguei mais vários cachorros, até um de raça abandonado.

CS: Era comum na sua cidade, abandono e maus tratos de animais?

Aline: Sou do interior do Mato Grosso do Sul e, certa vez, encontrei um pangaré muito sofrido e também o levei pra casa, mas dessa vez a minha mãe me fez devolver o animal porque tinha dono, mas dei água e comida pra ele, pois estava mal cuidado. Também já cuidei de passarinhos e já resgatei muitos, muitos gatos. Atualmente na casa da minha mãe tem 30 gatos e as pessoas continuam abandonando. A maioria dos animais que resgatei ao longo da vida foram muito maltratados e por isso ficaram ariscos por um longo tempo. Não dá para doá-los porque eles são muito arredios e alguns têm partes do corpo faltando. Já peguei um gato sem pelo nenhum e cego, pois haviam jogado água quente nele, vários gatos sem rabo, sem olho, sem orelha, com pata quebrada e até com o anus exposto, porque existem pessoas que acham que é legal amarrar fogo de artifício em rabo de gato. Como há preconceito e superstição com relação aos gatos, especialmente os pretos, eles são os que mais sofrem qualquer tipo de crueldade. A parte mais difícil é mudar a mentalidade das pessoas com relação a isso.

CS: Tem alguém que te influenciou a resgatar e cuidar de animais abandonados?

Aline: A minha avó e a minha mãe sempre resgatavam animais, então, provavelmente, fui influenciada por elas.

CS: E quando chegou a São Paulo, continuou resgatando?

Aline: A última vez que resgatei um bicho foi recentemente, já com 32 anos. Era um gatinho amarelo que estava com muito frio e muita fome, sem conseguir descer de uma árvore, perto de uma avenida movimentada de São Paulo. Com ajuda, eu consegui pegá-lo e o levei para casa. Ele era muito arisco e demorou uma semana pra ficar mansinho. Ele devia ter uns três meses, mas quando ficou manso, só queria colo e ronronar. Eu já tinha três gatas e elas ficaram muito estressadas com a presença dele, a minha intenção era doá-lo. Quando fui levá-lo para castrar, havia uma mulher lá no consultório que estava atrás de um gato macho amarelo pra fazer companhia para gatinha dela e, assim, o Pudim agora tem um lar repleto de amor. Foi difícil deixar ele ir, mas sei que ele está sendo muito bem tratado.

Aline e seu hóspede, Pudim

 

CS: O que você acha que faz o número de animais abandonados no Brasil ser tão alto? Já chegamos a 30 milhões entre cães e gatos que vivem nas ruas.

Aline: Acho que a falta de informação é a principal causa de abandono de animais. Por exemplo, no interior não há cultura de castração, em muitos lugares não há projetos para isso. É muito caro castrar um animal nessa cidade e as pessoas não castram, ou por falta de dinheiro, ou de informação mesmo. Além disso, quando optam por castrar, fazem-no apenas com as fêmeas, pois elas são vistas como sendo o problema, são as que engravidam, mas as pessoas se esquecem de que um macho é capaz de fazer mais filhote que as fêmeas. Fora isso, outra grande razão para o abandono são famílias que pegam (geralmente compram) animaizinhos para suprir caprichos e se esquecem de que eles são seres vivos e precisam de cuidado e amor, aí se cansam e os abandonam como se fossem objetos ou lixo mesmo. Essas mesmas pessoas são, geralmente, aquelas que estimulam a máfia cruel da venda de animais de raça, sobre a qual prefiro nem comentar…

CS: Você vê alguma saída pra isso?

Aline: Mais instrução e mais projetos de castração, com certeza, reduziriam esse número imenso do abandono.

É isso aí. Uma bela história de amor pelos animais.

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